Recepta biopharma

biotecnologia no tratamento do câncer

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Notícia:


BNDES investe na Recepta Biopharma


O Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) por meio de sua subsidiária BNDESPAR, investirá R$ 28,9 milhões na aquisição de participação acionária na Recepta Biopharma S.A. (RECEPTA). Esse investimento permitirá à empresa dar continuidade a seu programa de pesquisa, desenvolvimento e testes clínicos de novos fármacos para o tratamento do câncer.
Ler notícia na íntegra - Veja também: Valor Econômico 25/07/2012.



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A Recepta Biopharma é uma empresa brasileira de biotecnologia dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de novos fármacos a serem utilizados no tratamento do câncer. A Recepta foi fundada em 2006, fruto de uma parceria de empresários brasileiros com o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (LICR), compartilhando a visão de que o Brasil oferece um conjunto significativo de vantagens competitivas para o desenvolvimento da biotecnologia voltada para saúde humana.

Os fármacos que a Recepta desenvolve são biomoléculas - anticorpos monoclonais e peptídeos - com a capacidade de reconhecer e de se ligar a alvos específicos em células de tumor, atuando diretamente sobre elas ou estimulando ações do sistema imunológico sobre essas células, o que inviabiliza sua sobrevivência e reprodução. Esse princípio de atuação caracteriza as chamadas terapias direcionadas, o foco de atuação da Recepta.

Anticorpos monoclonais e peptídeos vêm se afirmando como uma opção terapêutica cada vez mais importante no tratamento de diversos tipos de câncer, especialmente no controle e prevenção de metástases. Podem ser usados também como biomarcadores para fins de diagnóstico e prognóstico de progressão da doença e/ou resposta a tratamentos. Anticorpos monoclonais são proteínas, peptídeos são fragmentos de proteínas.  A produção de anticorpos monoclonais se dá por um processo biotecnológico complexo que envolve engenharia genética ao passo que peptídeos são produzidos por meio de síntese química.

A Recepta, ao ser criada, obteve o licenciamento da propriedade intelectual de quatro anticorpos monoclonais que, em pesquisas realizadas pelo LICR, haviam demonstrado potencial para uso no tratamento de diversas neoplasias. Formou então uma excelente equipe de cientistas e técnicos que vêm se dedicando à realização de estudos pré-clínicos e clínicos desses anticorpos, bem como à descoberta e à geração de novos anticorpos e peptídeos. A colaboração com os pesquisadores do LICR garante à Recepta uma efetiva transferência de conhecimento científico e tecnológico, conferindo maior qualidade e validação de seus procedimentos.

Grandes progressos foram realizados pela Recepta nesse período com destaques para os seguintes fatos.

1. Domínio de todas as etapas do complexo processo de preparação e condução de testes clínicos. A Recepta é a primeira empresa brasileira a realizar testes clínicos de Fase II com anticorpos monoclonais para tratamento do câncer com registro na ANVISA e no FDA. Por essa razão, foi escolhida como empresa parceira do Ministério da Saúde e do CNPq na Rede de Pesquisa Clínica Oncológica para a realização de teste clínico com seu anticorpo monoclonal RebmAb 100 em pacientes com tumor de mama. Segundo os termos dessa parceria, a Recepta autoriza o uso do anticorpo e transfere seu know-how de condução de testes clínicos multi-cêntricos para as instituições participantes da Rede.

2. Domínio da tecnologia de geração de linhagens celulares de mamífero estáveis e produtivas para a produção de anticorpo monoclonal humanizado. A linhagem celular produtora do anticorpo humanizado RebmAb 200 é a primeira gerada por uma empresa brasileira de biotecnologia.

3. Geração de novo anticorpo monoclonal, o RebmAb 500, com potencial para uso clínico em diversos tumores, cujo alvo tem uma patente brasileira licenciada para a Recepta. 

4. Descoberta e patenteamento de peptídeos com potencial para uso clínico no tratamento do câncer, conforme verificado em testes pré-clínicos in vitro e in vivo.

As atividades de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Recepta são conduzidas segundo um modelo inovador por meio de colaborações científicas e tecnológicas da sua equipe própria de pesquisadores com cientistas de instituições de pesquisa referenciais do país.

A Recepta faz inovação em biotecnologia para responder às necessidades da sociedade e do mercado brasileiro. Todas essas ações pretendem se traduzir em medicamentos eficientes e em tratamentos mais baratos para o sistema de saúde do país.